https://dialogosuntl.com/index.php/revista/issue/feed Diálogos 2023-11-18T05:15:10+00:00 Dr. Alessandro Boarccaech [email protected] Open Journal Systems <p>Diálogos é uma revista acadêmica de acesso aberto, indexada e revisada por pares, destinada a publicar estudos em Filosofia, Ciências Sociais e Humanidades. Tem como objetivo ser um espaço de encontro e partilha de conhecimento por meio de abordagens que contemplem a diversidade de visões de mundo, a reflexão, a troca de experiências e o aprofundamento de questões relevantes para a sociedade. Não há taxas de processamento de artigos para serem publicados na revista. Organizada pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (Timor-Leste), Diálogos é publicada anualmente desde 2016.</p> <p> </p> <p align="center">Esta revista está sob uma licença <span id="result_box" lang="en"><a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional</a></span></p> <p align="center"><img style="border-width: 0;" src="http://i.creativecommons.org/l/by/3.0/88x31.png" alt="Licencia de Creative Commons" /></p> https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/145 Informações da Edição 2023-11-16T08:18:55+00:00 Equipa Editorial [email protected] <p>Informações gerais da edição 2023 “Arte, estética e processos criativos”. Equipa editorial e sumário.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Equipa Editorial https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/142 Apresentação 2023-10-23T05:12:22+00:00 Nilton Alves do Rosário [email protected] <p>A 8ª edição da Revista Diálogos apresenta o tema "Arte, estética e processos criativos". Para tal, reunimos artigos que abordam uma ampla gama de manifestações artísticas e experiências criativas, que englobam o cinema, a literatura, a pintura, as expressões corporais, a fotografia, aspectos teóricos e experiências relacionadas à criação e à arte.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Nilton Alves do Rosário https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/132 As Fronteiras da Escrita de Si no Cinema de Mulheres: uma análise do filme Nobody (2023), de Marcela Jacobina 2023-11-18T05:14:22+00:00 Anna Clara Petracca [email protected] <p>A história da mulher na arte é pautada pela sua invisibilização e do apagamento da posição do feminino enquanto poder criador, de forma que o lugar fornecido e oferecido recai sob o véu das musas – este, quando é sequer considerado. De forma consequente, negar espaços de criação e representação levam à evidente anulação da mulher. Nas últimas décadas, tem sido examinado o dito olhar feminino, muitas vezes equivocadamente generalizado. Dessa forma, encontra-se a necessidade, ainda latente, de discutir a representação da mulher no cinema, e o que seria propriamente a cinematografia de mulheres. Assim, discutir a autorrepresentação na criação cinematográfica acaba por ser uma perspectiva fundamental ao permitir a investigação das possibilidades de reconfiguração identitária feminina, ao mesmo tempo dissertando sobre os seus decorrentes processos criativos singulares imbuídos de poder. Sendo assim, e a partir das possibilidades estéticas e poéticas da cinematografia de mulheres e da escrita de si, esta pesquisa tem como objetivo principal apresentar uma análise do filme <em>Nobody </em>(2023), de Marcela Jacobina. O exercício da autoficção por meio da abordagem da diretora e atriz traz um olhar diferenciado para as possibilidades de representação da mulher no cinema. Investigação desenvolvida no âmbito do projeto "<em>Speculum</em> - Filmar-se e ver-se ao espelho: o uso da escrita de si por documentaristas da língua portuguesa" (FCT: EXPL/ART-CRT/0231/2021).</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Anna Clara Petracca https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/131 Cindy Sherman e a Convergência de Diferentes Culturas Visuais no Processo Criativo de suas Fotografias 2023-11-18T05:14:34+00:00 Willams Lucian Belo Ramo [email protected] <p style="text-align: justify;">Os processos criativos das séries fotográficas de Cindy Sherman, apresentam uma confluência de elementos de diferentes tipos de linguagens, obtida através da performatividade de personagens que esvanecem a figuratividade do seu “eu” autorretratado. As séries fotográficas <em>The Bus Riders </em>(1976), <em>Untitled Film Stills </em>(1977-1980) e <em>Rear Screen Projections </em>(1980-1981) são aqui tomadas como objetos de análise, para refletir sobre as similaridades conceituais existentes entre a sua obra e determinados aspectos da arte contemporânea, discutidos por alguns autores e autoras. Tais séries constituem o início da prática fotográfica de Cindy Sherman e paralelamente, corroboram para uma compreensão mais aprofundada sobre a relação existente entre as culturas visuais e a arte contemporânea. Deste modo, no presente artigo são tecidas algumas reflexões analíticas que levam em consideração as características técnicas percebidas nessas séries fotográficas, a fim de discorrer teoricamente sobre como os processos criativos de Cindy Sherman, estabelecem um diálogo entre a fotografia e outras formas das estéticas visuais contemporâneas.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Willams Lucian Belo Ramo https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/135 “Ciclo do Caranguejo” nos Manguezais: tambores, imagens e criações 2023-11-17T05:00:17+00:00 Rafael Costa [email protected] Michelle Passos Araujo [email protected] Bárbara Dias Ferreira [email protected] Luis Carlos Sovat Martins [email protected] <p>Um caldo de lama. O manguezal é uma mistura de cores, sons e sabores. Nestes ecossistemas os caranguejos perfuram a lama e fazem circular nutrientes e gases. Também batem com suas puãs no chão, fazendo ecoar da lama os sons dos tambores ancestrais. Do “ciclo do caranguejo” nascem lendas, músicas e hitórias. Neste artigo dialogamos com um livro de Josué de Castro para ensaiar uma escrita (bio) inspirada e referenciada nos caranguejos. Surge deste caldo a criação do filme “O Canto do Rio”, produzido por estudantes universitários da Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro no âmbito de um projeto de pesquisa e extensão. O resultado desta experiência é o desejo de criar um brinquedo para que crianças e adultos possam experimentar o imaginamangue, uma construção estética para ampliar o imaginário sobre a vida dos caranguejos nos manguezais.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Rafael Costa, Michelle Passos Araujo, Bárbara Dias Ferreira, Luis Carlos Sovat Martins https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/136 Da Razão Suficiente à Meditação Consciente: Schopenhauer, Borges, Raul Brandão, Thich Nath Hanh 2023-11-17T05:00:02+00:00 José Eduardo Reis [email protected] <p style="text-align: justify;">Os processos criativos têm a sua origem na razão, na imaginação, na afeção humanas ou são simplesmente artefactos que se justificam autotelicamente? A arte é um acontecimento que se regula exclusivamente pela ordem temporal da vida humana ou a sua natureza última situa-se num plano que se revela trans ou a atemporalmente livre de condicionamentos temporais? A estética é um traço característico da fenomenologia da arte ou distende-se às práticas sociais da vida comum? Em que medida toda a criação artística, independentemente do trabalho sobre as gramáticas e os códigos que os regulam, é devedora de estados de consciência que se situam ou prolongam uma plena atenção individual dada ao fluxo da vida? Como é que um sutra do Buda explicado por um mestre zen contemporâneo pode contribuir para o esclarecimento e aprofundamento destas questões? Com os contributos, variáveis em extensão e fundamentação, de Schopenhauer, Borges, Raul Brandão e Thich Nath Hanh, o nosso ensaio é uma tentativa de vislumbrar algumas respostas a algumas dessas questões.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 José Eduardo Reis https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/134 O Artista Deve Fazer o Que Não Sabe: ensaio sobre jogo, processualidade e processos criativos 2023-11-17T05:00:29+00:00 Edmilson Forte Miranda Júnior [email protected] <p style="text-align: justify;">Este ensaio propõe um jogo para investigar processos de criação a partir do questionamento sobre meu próprio método criativo. Trata-se da especulação sobre um projeto futuro que este texto pretende fundamentar. Para tanto, assumo a tarefa de aprender o método de outros artistas na produção de suas obras e aplicar esses métodos em releituras, buscando – a partir da observação, estudo, comparação e avaliação desses processos – desenvolver minha própria metodologia e produzir uma obra inédita. Método cartográfico e a experiência na prática da performance unem-se para construir uma experiência de criação coletiva. Proponho a metáfora de um jogo de sombras, que prevê, ao final do jogo, o deslocamento dessas sombras de seus corpos originais.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Edmilson Forte Miranda Júnior https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/78 Literatura e Música: relações intermidiáticas 2023-11-18T05:15:10+00:00 Lariani Acevedo [email protected] <p>O presente trabalho aborda questões sobre as relações simbólicas que se instituem no meio social a partir da vivência de experiências de literatura e música. A influência da língua e da literatura na produção musical já é de conhecimento geral. Muitas músicas foram inspiradas em grandes clássicos da literatura. Podemos observar que, atualmente, essa relação intermidiática está sendo desmobilizada em função da produção massiva de cultura, influenciando diretamente no meio musical e literário. A arte de modo geral é mercantilizada, consequentemente, as experiências estéticas estão sendo limitadas. A partir dessas questões mencionadas, pretende-se “experienciar”, por meio de uma pesquisa bibliográfica, língua, literatura e música, as interações culturais e suas repercussões simbólicas como elementos definidores do homem e seu meio social.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Lariani Acevedo https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/133 Herberto Helder e a Paixão Dionisíaca 2023-11-17T05:00:41+00:00 Sérgio das Neves [email protected] <p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 11.0pt;">“O que é o dionisíaco?”, interroga Nietzsche em <em>O nascimento da tragédia</em>. O que é, e se é possível, “morrer gregamente”, indaga Herberto Helder, no seu poema “Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios”, em <em>A faca não corta o fogo</em>. O presente ensaio tem, assim, o objetivo de relacionar estas duas questões, dando conta das feições dionisíacas de Helder, a partir da leitura do poema. De que modo o poeta transmuda os seus pés em cascos de sátiro e se torna um iniciado dionisíaco? Parece que o segredo dessa metamorfose reside na paixão. Mas “que paixão?”, pergunta ainda o poeta. Considerando que o dionisíaco passa por aceitar com paixão a vida e o absurdo da existência, arriscarei, então, que a possibilidade de morrer gregamente passa por viver gregamente e que a paixão necessária para tal encontra-se em Dioniso, enquanto símbolo e princípio filosófico. </span></p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Sérgio das Neves https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/130 A Montagem no Pensamento de Georges Didi-Huberman: entre a construção de conhecimento e a tomada de posição 2023-11-18T05:14:47+00:00 Jocy Meneses dos Santos Junior [email protected] <p style="text-align: justify;">Este escrito é um experimento, que recorre à montagem para pensar sobre a montagem. A partir dos escritos de Georges Didi-Huberman sobre a montagem, bem como de outras autorias que aprofundam as reflexões sobre esse procedimento, foram reunidos fragmentos que apresentam o ato de montar como uma forma de produção de conhecimento. Ainda que o pensamento sobre a montagem não se restrinja ao trabalho com as imagens, as linhas que se seguem enfocam como a reunião, composição, mostração e visualização de imagens heterogêneas em um mesmo lugar motiva a percepção e a imaginação de relações entre elas. Os atos de construir e/ou observar montagens despontam, então, como estratégias para pensar sobre elas, seus discursos e as formas como se relacionam com o mundo no qual estão inseridas, subsidiando um pensamento crítico que convida a tomar posição diante do que se vê.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Jocy Meneses dos Santos Junior https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/122 Com Desenhos e Afetos: estudantes em busca da potência criativa 2023-11-18T05:14:58+00:00 Marcio Santos Lima [email protected] Claudia de Medeiros Lima [email protected] <p>O trabalho é um relato de experiência aplicada em uma instituição de ensino superior, na unidade curricular Ilustração da turma do 3º ano do curso de Arte e Design, cuja proposta se constitui pelo traçado de caminhos didáticos a fim de possibilitar aos estudantes a organização de encontros em torno dos afetos alegres. Como objetivo central de trabalho intentamos discutir a importância dos encontros afetivos para o desenvolvimento dos processos do aprender e da potência criativa. Esta investigação adota a abordagem qualitativa. Para a fundamentação teórica realiza aproximações com a teoria dos afetos de Benedito Espinosa e, também, com o debate sobre o aprender de Gilles Deleuze. Os dados foram produzidos a partir do desenvolvimento e observação em oficinas artístico-pedagógicas, bem como, pela utilização de questionários semiestruturados, ambos realizados com os estudantes participantes da pesquisa. Já as análises ocorreram pela aplicação da análise de conteúdo de Bardin, que nos apresentaram resultados significativos para o aumento das potências individuais e coletivas, posto que as oficinas proporcionaram momentos de partilhas, vivências afetivas e experimentações diversas de técnicas de desenho, além de verificarmos a exploração de instrumentos variados, alguns dos quais resistidos e/ou desconhecidos por parte dos estudantes. Os resultados sugerem, inclusive, a importância da ação docente e da linguagem artística do desenho como pontos fundamentais para auxiliar os estudantes na organização de encontros alegres.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Marcio Santos Lima, Claudia de Medeiros Lima https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/138 Testu no Kontestu-sira hosi Poezia Rezizténsia Timor-Leste nian: 2023-11-17T04:59:42+00:00 Yazalde Manaka Savio [email protected] <p>Artigu ne’e aprezenta análize kona-ba testu no kontestu sira hosi poezia rezisténsia Timor-Leste nian, liuliu poezia hirak-ne’ebé publika iha <em>Jornal do Povo Maubere </em>entre fulan-Setembru to’o fulan-Dezembru tinan-1975. Objetivu-sira hosi análiza ne’e mak atu esplisita ninia temátiku dominante-sira no deskreve kontestu istóriku-sira ne’ebé kondisiona ninia forma espresaun-sira. Análize ne’e enkuadra ba iha perspetiva <em>Historicism </em>ne’ebé pratikamente hatuur no análiza testu iha ninia kontestu istóriku no diskute ninia relasaun ho akontesementu reál-sira. Maske nune’e, entre perspetiva-sira <em>Historicism </em>nian, análiza ne’e refere liu ba aprosimasaun <em>Old Historicism </em>nian ne’ebé hatuur testu nu’udar prinsipál no kontestu istóriku hanesan ninia senáriu (<em>setting</em>). Análize ne’e identifika katak temátiku dominante-sira mak resurjénsia no mudansa, krítika morál no polítika hasoru UDT, enkorajamentu, no vizaun sobre luta. Enkuantu ninia kontestu istóriku sira-ne’ebé kondisiona mak <em>revolução dos cravos</em>, operasaun intelijénsia Indonézia nian no <em>golpe </em>UDT, ofensiva militár Indonézia nian no funu aberta, no mós ideolojia polítika FRETILIN nian iha momentu ne’ebá.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 Yazalde Manaka Savio https://dialogosuntl.com/index.php/revista/article/view/139 Rastreando o Diamante Bragança: Semiose veiculada por esplendor e sigilo 2023-11-17T04:59:31+00:00 José Casquilho [email protected] <p>O diamante Bragança – também designado como o Grande Diamante de Portugal – é considerado um mistério, embora pareça mais correto dizer que constitui um segredo. Numa estratégia aqui designada de <em>ludibrium</em>, ou um tipo de jogo de dissimulação, verifica-se que desde as primeiras notícias – relativas à sua descoberta em 1741 no Brasil e entrega ao rei D. João V de Portugal no ano seguinte – a pedra foi sucessivamente mencionada como sendo uma safira branca, um topázio branco e mais recentemente uma água marinha, quando na verdade era um diamante amarelo-escuro de formato oblongo e cerca de 1680 carates de peso com uma marca específica. Sendo o maior diamante conhecido no mundo até à descoberta do Cullinan em 1905, constituía um objeto de desejo face à ganância lupina de outras potências europeias. Assim, a sua existência expressa-se na tensão entre a exposição, enquanto adorno real de inegável valor estético e simbólico, e a omissão dos registos e inventários das jóias da coroa. No entanto, há evidência icónica indelével de que a pedra foi exibida pelo Príncipe do Brasil D. José e depois pela rainha Maria II de Portugal e, dissimuladamente, também pelo rei João VI. Também existem notícias explícitas de que o diamante foi empenhado pelo rei Carlos I no início do século XX, presumivelmente com um contrato de longo prazo. Sobre o seu eventual destino esboça-se uma hipótese plausível, ancorada na compatibilidade de traços físicos e numa injunção fetichista.</p> 2023-11-17T00:00:00+00:00 Direitos de Autor (c) 2023 José Casquilho